A magreza das modelos e saúde é um tema que vem ganhando destaque no debate público devido aos impactos físicos e psicológicos causados por padrões estéticos extremos. A indústria da moda, ao longo dos anos, promoveu corpos excessivamente magros como ideal de beleza, ignorando riscos reais à saúde das modelos e da população influenciada por esse padrão.
A magreza das modelos e saúde é um tema que vem ganhando cada vez mais espaço no debate público, especialmente diante do aumento de transtornos alimentares e problemas psicológicos ligados a padrões estéticos irreais. Durante décadas, a indústria da moda promoveu corpos extremamente magros como sinônimo de beleza, sucesso e aceitação social.
No entanto, por trás das passarelas, campanhas publicitárias e redes sociais, existe um impacto profundo e muitas vezes silencioso na saúde física e mental das modelos — e também de quem consome esse padrão.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 9% da população mundial sofre algum tipo de transtorno alimentar, número que cresce principalmente entre adolescentes e jovens adultos expostos a ideais corporais rígidos. A moda, nesse contexto, desempenha um papel central na normalização da magreza extrema.
O padrão de magreza imposto pela indústria da moda
A indústria fashion historicamente valoriza corpos com medidas muito abaixo da média populacional. Modelos com baixo índice de gordura corporal são frequentemente escolhidas por estilistas sob o argumento de que “valorizam melhor as roupas”. Esse discurso, porém, ignora os riscos à saúde associados à manutenção de um corpo extremamente magro por longos períodos.
Dietas restritivas, jejuns prolongados, uso de laxantes e até medicamentos para suprimir o apetite fazem parte da realidade de muitas profissionais da área. Em alguns casos, esses comportamentos são incentivados de forma direta ou indireta por agentes, marcas e contratos.

Consequências físicas da magreza extrema
A relação entre magreza das modelos e saúde se torna preocupante quando o corpo passa a operar em déficit constante de nutrientes. Entre os principais impactos físicos estão:
- Desequilíbrios hormonais, que podem causar ausência de menstruação (amenorreia)
- Queda de cabelo e unhas frágeis, devido à falta de vitaminas
- Anemia, causada por deficiência de ferro
- Osteoporose precoce, aumentando o risco de fraturas
- Baixa imunidade, com infecções frequentes
Estudos indicam que mulheres com percentual de gordura muito baixo podem ter redução significativa da densidade óssea ainda antes dos 30 anos, o que compromete a saúde a longo prazo.
Impactos psicológicos e emocionais
Além dos danos físicos, a magreza extrema está fortemente associada a problemas de saúde mental. A pressão constante para manter um corpo fora do padrão natural gera ansiedade, estresse crônico e uma relação disfuncional com a alimentação.
Transtornos como anorexia nervosa, bulimia e transtorno da compulsão alimentar são comuns nesse ambiente competitivo. A autoimagem passa a ser distorcida, fazendo com que a modelo nunca se veja “magra o suficiente”, mesmo quando já enfrenta riscos médicos sérios.
“Quando o corpo vira instrumento de trabalho, a saúde muitas vezes é tratada como um detalhe secundário.”

Influência social e efeito em outras mulheres
O problema da magreza das modelos e saúde não se limita às profissionais da moda. Esse padrão estético se espalha para revistas, redes sociais, publicidade e entretenimento, influenciando milhões de mulheres e adolescentes.
A comparação constante com corpos irreais pode levar à baixa autoestima, dietas perigosas e distúrbios alimentares em pessoas que não fazem parte da indústria, mas se sentem pressionadas a alcançar o mesmo ideal físico.
Mudanças e iniciativas recentes
Nos últimos anos, alguns países e marcas começaram a reagir. Em lugares como França e Espanha, leis exigem atestados médicos para modelos, comprovando que estão saudáveis para trabalhar. Além disso, campanhas com diversidade corporal vêm ganhando espaço, embora ainda enfrentem resistência.
Apesar dos avanços, o padrão de magreza extrema continua presente, principalmente em grandes semanas de moda e no mercado internacional.
Caminhos para uma moda mais saudável
Promover saúde não significa excluir a moda, mas repensar seus valores. A valorização de corpos diversos, o acompanhamento médico e psicológico das modelos e a responsabilidade das marcas na comunicação visual são passos fundamentais.
Falar sobre magreza das modelos e saúde é essencial para quebrar o silêncio em torno de um problema que afeta não apenas quem está nas passarelas, mas toda a sociedade.




