A megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes na última semana, teve seus bastidores revelados em detalhes. Imagens inéditas, obtidas e exibidas pelo Fantástico, no G1, mostraram a intensidade dos confrontos.
A reportagem destacou momentos dramáticos vividos pelas forças policiais. Um deles foi o resgate do delegado Bernardo Leal, que foi baleado na perna. Para retirá-lo de um beco sob fogo intenso, os agentes precisaram quebrar a parede de uma casa.
Repórteres cinematográficos independentes que acompanhavam a ação registraram o avanço das tropas. Em outro confronto na mata, o agente Rodrigo Cabral, formado há apenas 40 dias, foi baleado na cabeça ao tentar socorrer um colega e morreu no local.
Um dos vídeos exibidos mostra a rendição de 26 suspeitos que estavam escondidos em uma mesma casa. A negociação, segundo o G1, contou com a mediação de um dos jornalistas que acompanhava a equipe do Batalhão de Choque.
O Saldo da Operação
Ao todo, a operação de 18 horas deixou 121 mortos. Entre eles, estavam quatro policiais: dois civis e dois militares. Outros 15 policiais ficaram feridos; o delegado Bernardo Leal teve parte da perna amputada.
Segundo os dados oficiais, dos 115 mortos já identificados, 88 possuíam antecedentes criminais. Quatro civis foram atingidos por balas perdidas. O principal alvo da ação, o traficante conhecido como Doca, não foi localizado.
Reações Oficiais
Em entrevista ao programa, o governador Cláudio Castro classificou a operação como “necessária” e afirmou que “quem quis enfrentar, encontrou de frente as duas forças mais bem preparadas”.
O Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciou a criação de um Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado em parceria com o estado. Além disso, o governo federal enviou ao Congresso um projeto para endurecer as penas de integrantes de facções.




