Na segunda-feira (3), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, mandou um relatório para o STF dizendo que a operação nos complexos da Penha e do Alemão, seguiu as ordens do Tribunal e usou a força necessária para enfrentar uma facção criminosa bem armada.
A ação, uma das maiores do estado, matou 117 pessoas suspeitas e quatro policiais, segundo dados oficiais. O relatório foi para o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela ADPF 635, que organiza as ações da polícia nas favelas do Rio.
Segundo o governo, a operação teve 2.500 agentes, sendo 1.800 policiais militares e 650 civis, e foi planejada por um ano e organizada por 60 dias. O alvo principal era o grupo do Comando Vermelho no Complexo da Penha, chefiado por Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso.
O governo do Rio disse que ninguém que não era do grupo criminoso morreu e que os policiais usavam câmeras no corpo, com acompanhamento das autoridades e do Ministério Público.
Apesar de admitir problemas na hora de proteger os locais do crime, o governo disse que todos os corpos foram examinados e que criaram uma investigação para verificar se houve algo errado na remoção das vítimas antes da perícia chegar.
📰 Fonte: Reportagem adaptada de G1 Rio de Janeiro
“Governo do Rio afirma que operação com 121 mortos foi legal e proporcional, mas STF cobra explicações sobre conduta policial.”




